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Quarta-feira de cinzas do carnaval mais quente que me lembro. Sem confetes, nem serpetinas, esse ano fiquei em casa torrando em “forno alegre” apelido carinhoso e sincero dos Portoalegrenses a sua amada cidade com temperaturas super “definidas”.

Feriado de quatro dias bom para mexer em caixas empoeiradas que ficam em cima do guarda-roupa (desde não sei quando) e para mexer e organizar essas e outras caixas que ficam mais acessíveis de alcançar e fazer aquela velha faxina daquelas coisas que posso me desfazer, liberando espaço para o presente e enterrando o que do passado é descartável.

Tenho a necessidade de organizar meus documentos, papéis, bilhetes, comprovantes de pagamentos, cartas e coisarada toda que se relacione a isso, por que isso me trás uma sensação de leveza depois de concluído esse processo que faz valer a pena o trabalho que da.

Em meio as lembranças e espirros, vejo como necessário essa organização vez ou outra a todos que acham importante lembrar vez ou outra do que viveu e ficou registrado e também que já se deliciou o suficiente e ja não vê sentido em guardar essa ou aquela coisa, dando assim espaço para novas aquisições e com elas novas recordações.

Assim é a vida a meu ver, um vai e vem de lembranças que podemos guardar físicamente ou na memória, as mais valiosas guardo provas físicas que quando as encontro são como botões onde aciono na minha mente a sensação que a memória despertada me trás.

As mais apetitosas que tenho em minhas caixinhas definitivamente são as da minha infância, até por que existe muito mistério sobre ela na minha cabeça, acho que vivi muito mais que me lembro e tenho curiosidade de lembrar tudo que fiz, vivi, brinquei e aprendi… Como as lembranças de uma criança vai aflorando depois dos seus cinco anos mais ou menos ou pelo que me lembro. Então ao menos uns 5 anos para trás considero minha memória uma névoa e acho importante resgatar.

Pode ter coisas ruins, mas vale pelas coisas boas que sei que lá se encontram e quando me refiro a “ruins”, seria pela indefinição que foi a relação dos meus pais até os meus 4 e todo o pacote que essa indefinição incluia, mas eu estava ali no meio da confusão, eles tiveram seus problemas, mas amor, ah o amor… isso nunca me faltou e gosto de procurar sinais dele nesses meus primeiros cinco anos não muito bem lembrados, hoje com meus 25 segue sem faltar amor, mas amor a meu ver nunca é demais e o infantil é o que considero o mais puro e inocente e num mundo insano como o de agora, momentos dessa pureza que vivi é como uma injeção de ânimo impulsionando a caminhar pelos caminhos desconhecidos que a vida nos reserva…

Faxina concluída e alguns itens ficaram de lado para que eu por mais um tempo pudesse olha-los e rememoriar, adiante falo sobre eles!

Carinho, Bruna.

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